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| Cultura política para um país inculto |
| 08-03-2010 |
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No país onde o Primeiro-ministro está a ser sujeito a escrutínio público por ter aparentemente usado meios do Estado para controlar a seu favor a comunicação social, o partido do governo, o maior partido da oposição, as organizações representativas das profissões jurídicas, o Procurador-geral da República, o próprio Presidente da República, todos se queixam publicamente de estarem a ser alvos de conspirações e de, por isso, organizarem contra-conspirações. Perante tais imbróglios, a justiça, através do Supremo Tribunal de Justiça, tenta pôr-se a recato da discussão em que a querem envolver, aparecendo à opinião pública como surda e muda mas de olhos bem abertos para não colidir com as jogadas políticas de bastidores. |

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| Os situacionistas |
| 18-02-2010 |
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Academicamente bem apetrechados, esta nova geração passou rapidamente após 1975 da oposição para o poder.
Nos anos 60 passaram do liceu para as universidades. São do tempo em que ser senhor doutor valia alguma coisa e as famílias apostaram fortemente na sua formação, confiando que, apesar de cada ano lectivo corresponder a maior irreverência, no fim eles teriam o canudo. Para o futuro ficaram conhecidos como geração de 60. Em Portugal, a PIDE e a censura deram-lhes um enquadramento de resistência que vai para lá do que aconteceu aos seus congéneres nos países democráticos. Após 1975 cortaram o cabelo, apararam a barba e quando a tropa, já sem MFA, recolheu aos quartéis começaram a sentar-se no aparelho de Estado. |

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| LIBERDADE DE EXPRESSÂO E DEMOCRACIA NA MADEIRA. QUE EXEMPLO! |
| 16-02-2010 |
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Toda a gente conhece os limites à liberdade de expressão na Madeira, o que, o Diário de Noticias do Funchal tem revelado, e todos sabem que o jornal da Madeira é vendido ao preço simbólico de 10 cêntimos, que, obviamente, não são cobrados, sendo o jornal da Diocese do Funchal, pago com dinheiros do erário público, porque, assim, o entende o Sr. Alberto João e nada, nem ninguém, o trava. |

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| Finalmente, o pântano! |
| 13-02-2010 |
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O compromisso do jornalismo é com o interesse público, mesmo que isso seja visto como desobediência civil Parece que o clima de pântano, que António Guterres previu há quase uma década, se instalou, finalmente. A sensação de apodrecimento da vida pública atinge já o nível de náusea. E, como em qualquer náusea, a sensação de intoxicação tolda a razão, é impeditiva até de que se consiga compreender a realidade circundante. Assim, tudo surge como uma amálgama de irregularidades e de impunidade. E o cansaço é absoluto. Não é por acaso que Paulo Rangel se apresenta como candidato à liderança do PSD tendo com ideia-chave a de ruptura. É que, demagogia ou não, começa a colher dividendos políticos reais a ideia de corte com o clima de apodrecimento que se instalou. |

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| Empresarialização dos Hospitais - uma porta para o saque à saúde? |
| 01-02-2010 |
Os hospitais públicos em Portugal ganharam a fama de ser uma estrutura ineficaz, pesada e que de modo algum satisfaz minimamente as necessidades assistenciais da população. Curiosamente, o SNS português foi há bem poucos anos considerado o 12° melhor do mundo num estudo internacional...
Os custos com as despesas de saúde parecem aumentar todos os anos, fazendo crescer um buraco financeiro que parece impossível reverter, tornando insuficiente a fracção do orçamento que lhe é destinada. De maneira mais ou menos dissimulada pela ginástica financeira politicamente correcta, cresce o buraco orçamental sem que os utentes vejam os serviços melhorados. |

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| As contas do nosso descontentamento num país de faz-de-conta |
| 29-01-2010 |
É tempo de acabar com a feira de enganos: o nosso principal problema é mesmo uma economia anémica em "morte lenta"
Pode-se enganar todos durante algum tempo. Pode-se enganar alguns durante todo o tempo. Não é possível enganar todos o tempo todo. Nem mentindo de forma sistemática e despudorada.
O Orçamento do Estado para 2010 é bem a medida da situação económica e do grau a que chegou a farsa política. Só o nosso hábito de encaixar e calar explica a relativa suavidade nas reacções. Porque este Orçamento não resolve nenhum problema do país, não dá nenhum sinal de que possamos acertar as contas públicas e mostra que tanto o Governo como a oposição já só esperam a benevolência daqueles de quem dependemos para o dia-a-dia: os que nos emprestam dinheiro. |

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| PORTUGAL ANO 2010: À BEIRA DO ABISMO (II) |
| 14-01-2010 |
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Estas duas últimas semanas, que mediaram a publicação do meu primeiro artigo sobre este tema, trouxeram novidades. O Presidente da República Cavaco Silva deu sinais de preocupação sobre o problema, o BPI apresentou um estudo que aponta no mesmo sentido, João Salgueiro, ex-presidente da Associação Portuguesa de bancos, avançou com um cenário negro para a dívida externa e mesmo o Banco de Portugal, instituição tradicionalmente conservadora nas críticas ao Governo (fruto de uma orientação completamente desastrosa do seu responsável) acabou por admitir tempos muito difíceis para o País nos próximos tempos. |

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| PORTUGAL ANO 2010: À BEIRA DO ABISMO (I) |
| 30-12-2009 |
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O título deste texto parece retirado de um filme de ficção do tipo blockbuster, mas infelizmente ele é a realidade dura e crua. A possibilidade de Portugal entrar em bancarrota, em 2010, existe e começa a circular em alguns bastidores de informação económica. Ricardo Reis, professor de economia da Universidade de Columbia, na sua coluna habitual do jornal I, admitiu este cenário catastrófico sobretudo se as coisas correrem mal na Grécia, tão mal conforme têm corrido nos últimos meses. O ano 2010 pode ser um annus horribilis para Portugal. Vamos aos factos. |

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| Mensagem de Natal |
| 24-12-2009 |
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Numa altura em que tudo é incerto no nosso País, em que a crise económica atinge uma dimensão nunca vista, com o consequente aumento do desemprego, chaga social que põe centenas de milhares de Portugueses em condições de sofrimento pouco de acordo com a quadra em que vivemos, não pode deixar a Nova Esquerda de deixar de desejar aos seus membros e visitantes do site, |

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| Mudar de políticas? Depende de nós! - Rede de auto-ajuda política |
| 29-11-209 |
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A crise política em Portugal é persistente e sem fim à vista. Os privilégios de alguns, que vêem crescer os seus rendimentos, legais e ilegais, mais do que os seus desejos poderiam imaginar – e mais do que em qualquer outro país da UE – contrastam com a incompetência organizativa e de decisão protagonizada muitas vezes pelos próprios, em nome do rigor, da modernidade e da avaliação de terceiros, como método de amesquinhamento do povo português e pretexto para continuar a reduzir custos à custa dos salários. |

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